Ontem em um computador comum

tron

...Iniciando rotina…

…preenchimento de relatório…

…Inserir identificação

  • Ozyman programa vigilante-coordenador, protetor do sistema e hardware.

...Inserir relato….         

  • Estava desempenhando minhas funções normais, vistoriando o download e upload de arquivos do hardware-internet e vice e versa. Em determinado momento, o usuário acessou um vídeo no youtube. Pelo que entendi, era uma dupla de jovens cantores cantando como seu avô. Se não me falha os registros, Mayck e Lyan eram os jovens e não me recordo do avô. Estava sem muito trabalho para fazer e dei atenção a música. Os instrumentos, violão e a viola muito bem executados, com uma nota bem positiva para o soar da viola. As vozes também funcionaram bem, mesmo com uma pequena discrepância. Julgo que os jovens sejam profissionais e que o avô um amador. Resumindo foi muito agradável ver e ouvir a apresentação.
  • Mas o que realmente me chamou a atenção é que a letra da música se trata de uma atividade corriqueira. Pescar. Ela transcorre em uma pescaria. Uma crônica musical. O que me deixou com algumas perguntas. Será que nós, opa quero dizer as pessoas, não se divertem com histórias do dia a dia. Será que perderam a capacidade de ouvir uma música que trata sobre o tema e se encantar ou de sorrir? Em uma rápida pesquisa pela rede, me pareceu que os temas moderno são, amor não correspondido, violência exagerada ou sensualidade exagerada. Bom me faltam dados para essa resposta. De toda forma, foi agradável ver o vídeo, e relato que nenhum malware tentou invadir o sistema nesse período.
  • Continuando, o próximo vídeo que…

...UOOOOOOOOOOOOOOO…UOOOOOOOOOOO…UOOOOOOOO…UOOOOOOO…UOOOOOOOOOOOO…

…ALERTA DE INTRUSO..ALERTA DE INTRUSO…

  • Como diria minha mãe, “maldita boca Ozyman…”
  • Atenção todas as unidades. Aqui é o coordenador Ozyman. Um Malware  está tentando invadir o sistema. Ele está camuflado em um filme que o usuário está realizando o download. 

          Nome do filme…Orgulho e Preconceito e Zumbis”

         Todos aos seus postos, preparar para o combate!

O Galo do Papai Noel


galo

Alphonse é o galo responsável por acordar todos os moradores da Vila Encantada do Polo Norte, lar do Papai Noel e dos seus ajudantes. E mais que isso, é o responsável pela coordenação das equipes da Fabrica do Noel. Um cargo de muita responsabilidade e estressante, principalmente no Natal e nos dias que o antecedem. E é aqui que a história começa.

-CÓ!!!!! – Alphonse pulou da cama aterrorizado, seu pior pesadelo havia acontecido. Ele perdeu a hora

-Jesus Cristo, 07:00 da manhã? Perdi a hora justamente na véspera do Natal!!

Alphonse saiu correndo do seu alojamento e rumou para a Torre do Despertar. Chegou no alto da Torre bufando (foram vários lances de escada). Tomou ar, muito ar. Depois de se restabelecer, pegou o microfone e cantou:

-COCORICÓ!!COCORICÓ…

O som soou por toda a vila e logo as luzes das casas foram acendendo e os Duendes do Gelo se preparando para o trabalho.

Uma hora depois as equipes do turno chegaram a estação de trabalho. Organizando as equipes estava Gertrude a Duende Chefe e auxiliar direta de Alphonse.

-Gertrude, uma coisa terrível! Perdi a hora – dissse Alphonse – E Justo hoje. Temos muita coisa para fazer até recuperar o atraso.

-Traga as equipes extras Gertrude. Temos que terminar os brinquedos e carregar os trenós do Papai Noel.

-Mas Alphonse, isso não é necessário…

-Você sabe que dia é hoje Gertrude?

-Eu sei, mas não acho…

-Então é necessário Gertrude! Convoque logo as equipes.

Gertrude saiu para convocar os funcionários extras. Pouco tempo depois a fábrica já funcionava a pleno vapor. Alphonse fez todos os Duendes trabalhar sem parar. Até a pausa para o almoço foi de poucos minutos e de forma escalonada.

Quase no fim do dia, Papai Noel chegou a Fábrica. Vendo aquela movimentação alucinada, foi procurar Alphonse.

-Alphonse, o que está acontecendo?

-Papai Noel, hoje aconteceu algo terrível. Perdi a hora.

-Eu sei Alphonse, mas…

-Então, para recuperar o atraso, convoquei todas as equipes. Cancelei as folgas e trabalhamos duro o dia todo…

-Estou vendo Alphonse, mas não estou en…

-Graças a Deus deu certo Papai Noel! Terminamos os brinquedos, carregamos os trenós e já alimentamos as renas. Já está tudo pronto para sua partida!

-Pois é Alphonse. Não estou entendendo o por quê de tudo isso hoje.

-Como assim Papai Noel? Hoje é véspera de Natal e…

-Não Alphonse. Hojé é 23 de Dezembro, não 24.

PUMM – Alphonse caiu duro no chão.

No fim da história, Papai Noel teve que pagar as horas extras dos Duendes e ainda dar o dia 24 de folga para quase todos os funcionários. Ao menos na véspera de Natal já estava tudo pronto.

E o Alphonse teve um colapso nervoso e o Papai Noel o encaminhou para terapia. Uma vez por semana, aliada a aulas de pilates duas vezes na semana.

E todos viverão felizes até…o próximo Natal.

Fim!

Os Peões da Mesa Redonda

santo-graal

muito, muito tempo atrás, existia aqui no Brasil uma grande propriedade rural. O seu dono era o Coronel Arthur, mais conhecido pelas redondezas por Coronel Artuzim. Sua fazenda era realmente muito grande, e tamanha era sua importância, que o Coronel Artuzim era tido como um rei na região.

Mas, ao contrário do que se possa pensar, pela imagem negativa que o título de Coronel pode trazer, Artuzim era um homem muito bom. Era de família muito religiosa e tentava praticar ao máximo aquilo que acreditava ser verdadeiramente a fé em Cristo Nosso Senhor. Sempre andava de branco e cultivava uma barba muito bem cuidada. Já estava perto dos setenta anos quando esse caso aconteceu.

Em um belo dia, Coronel Artuzim convocou os peões mais corajosos daquelas bandas para uma reunião na sede da fazenda. Era uma manhã de sol agradável e a reunião ocorreu na varanda da casa, com todos ao redor de uma grande mesa redonda abastecidos por deliciosos quitutes e garrafas de café.

Após um tempo de comes e bebes, Coronel Artuzim se levantou e começou a falar:

-Minha gente, bom dia pr’oceis. Vou direto ao assunto porque não sou home de rodeios. Eu chamei ocês aqui por causa de um assunto muito sério. Mais do que um assunto, é uma missão.

-Nosso amigo, o Velho Dito Benzedô, numa dessas noite, teve um sonho com um dos seus guia…bom melhor ele conta. Fala pra eles Dito

Nisso o Velho Dito que estava sentado se levantou. Dito era o benzedor da região. Benzia de todos os males conhecidos (e as vezes até dos desconhecidos). Era também um conselheiro e um mentor espiritual. Sua fama trazia gente de toda redondeza para uma benzedura, passe e conselhos. Já estava para lá dos setenta anos e tinha a aparência bem castigada pelos muitos anos de trabalho no sol ardente. Apesar disso, seus olhos mostravam vitalidade que poucos em torno daquela mesa tinham igual.

Dito cumprimentou com um aceno de cabeça e timidamente começou a falar.

-Numa dessas noite, um guia me visitou lá em casa. Ele me disse que o Sagrado Cálice usado na úrtima ceia por Nosso Senhor Jesus Cristo está aqui no Brasil. Ele nas mão certa vai trazer muitas benção para o povo. Nas mão do inimigo, ele pode esconde o cálice e nóis não vamo ter as benção sagrada do Nosso Senhor. Nóis tem que achar.

Com toda fé e confiança em si e nos seus homens, o Coronel Artuzim tomou a palavra:

-É por isso que ocês tão aqui ! Quero saber quem tá disposto a partir nessa missão?

Mais que depressa todos os peões levantaram a mão e gritaram “EU”

Uma algazarra de “louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo…”, “…Amém…”, “…eu vou…”, “…eu também…” tomou conta da reunião.

-Calma gente, calma – gritava Coronel Artuzim – Espera um pouco, se acalmem…

Depois de muito trabalho o coronel conseguiu acalmar os ânimos da peãozada.

-Eu sabia que ocês iam topa. Mas, minha gente, não é todos que podem ir. O trabalho na fazenda não pode parar e essa missão também é perigosa. É uma coisa pros mais novo.

Nova algazarra. Uns concordando e os mais antigos discordando. Com muito custo, chegaram num consenso que os mais novos e solteiros seriam os que participariam da busca pelo cálice.

Após mais um tempo de discussão escolheram os seis peões mais jovens, solteiros, fortes e valentes daquelas bandas. A conversa então rumou para os preparativos da missão. Coisas do tipo “Pra onde vamos?”, “quanto tempo”…“quem é o inimigo?” .

Foi ai que o Velho Dito se levantou da cadeira

-Óia, o guia me disse que pra encontra o Cálice, só os homi mais corajoso.

-Então é nóis – gritaram os peões empolgados – E como nóis vai acha o Cálice Véio Dito?

Aquele de ocês que tive o coração mais leve e for puro é que vai guia a missão e vai consegui encontra o Cálice

Todos se olharam preocupados – Como assim puro Véio Dito?

-Puro uai! Que é donzelo, nunca funhanho…

Nova algazarra – “eu num sô”, “eu tomem não…”

Coronel Artuzim, bem agitado perguntou – Mas não é possível! Ningué, aqui é “virgi” mais?

-Óia Coroné – repondeu um dos peões – virgi memo é capaz de ser só o Percivar fio do Tonico da Dona Zurmira

-Mas então arguém me vai chama logo esse Percivar!

-Coroné…o Percivar só tem quatro ano.

-Ixi, mais aí danou-se!!

E assim, antes mesmo de começar, chegou ao fim a primeira missão de busca ao Santo Cálice em terras brasileiras. Para aqueles homens ficou a esperança que o Percival crescesse corajoso, forte, de coração puro e que não “funhanhasse” até encontrar o bendito Cálice.

Elfos x Orcs

Velhos rivais novamente se encontram no campo para batalha. As duas raças perfiladas frente a frete aguardando apenas um sinal. Os elfos vestidos em seus uniformes verdes reluzentes, apresentam-se serenos. Os Orcs. com seus uniformes negros e sujos sorriem. A provocação acontece dos dois lados. O calor é intenso e a ansiedade aumenta.

De repente vem o sinal e as raças avançam. O choque acontece no meio do campo. Os Elfos têm a iniciativa e atacam. Ao seu modo, de forma organizada, avançam e pressionam os Orcs. Seu capitão grita ordens, lidera formações e incentiva seus comandados. Por sua vez, os Orcs defendem ferrenhamente suas posições, bem a sua maneira Orc. Sem muita organização mas com muita força. O capitão Orc grita, xinga, amaldiçoa e seus comandados obedecem.

Já com muito tempo de confronto, pouco avanço acontece. As duas raças já começam a demonstrar sinis de cansaço. Então veio o inesperado. Numa boa manobra, os Orcs conseguem romper a defesa élfica e avançam rapidamente pelo flanco esquerdo. Os Elfos respondem o mais depressa possível, mas quando alcançam o Orc, este faz o passe e o ponta chega ao “in-gol”. Try Orc! O capitão Orc acerta o chute de conversão e assim termina o confronto. Os Orcs eliminam os Elfos por 7 x 0 e vão para a final do “Four Nation” Rugby Terra Média e agora aguardam o vencedor do jogo Hobbits x Anões .

E como todo jogo bem disputado deve ser, dentro de campo os jogadores se cumprimentam respeitosamente e se dirigem para a confraternização pós jogo.

Estaremos de volta amanhã com a segunda semi-final entre Hobbits e Anões.  Bom sábado e até amanhã.

 

Batalha pelo clima

chuva_poeira__

Essa semana, na região de Ribeirão Preto, nós presenciamos uma batalha entre os elementais da natureza para saber quem é que manda no clima por aqui. Quer dizer, só pode ter sido isso… 

Primeiro, faz um calor danado. Toma ventilador, climatizador e ar-condicionado, tudo ligado. De repente o tempo fecha e tudo fica cinza. Chove? Claro que não. Vem uma ventania, fazendo uma tempestade de terra e sujando tudo no caminho. Aí depois dessa terra toda, chove. Quer dizer, chove um pouquinho. O suficiente para fazer toda aquela terra virar barro! E aí faz um friozinho de madrugada…durante o dia um calor danado! 

Sabe como termina essa história? Termina comigo gripado! Meu organismo não está preparado para uma batalha climática com direito a várias reviravoltas. 

Bom, ou é isso ou São Pedro ficou bipolar.